Conheça os cargos públicos que serão extintos e as suas funções

Em épocas de crise, o que as empresas fazem? Cortam gastos para se adequarem à nova realidade. Com o governo, não é diferente. Assim, uma das formas que o Estado encontrou para lidar melhor com a dificuldade orçamentária foi extinguir alguns cargos públicos.

Para tanto, há um projeto a ser votado no Congresso Nacional que, além de eliminar cargos públicos considerados desnecessários neste momento, também limitará o teto de remuneração de cada poder. Quer saber mais? Acompanhe!

Por que é importante saber quais são esses cargos?

Um dos benefícios de um cargo público é, sem dúvida, a estabilidade que ele oferece. Porém, alguns cargos, com o passar do tempo, acabam sendo extintos por motivos variados, como crises orçamentárias, avanços tecnológicos ou extinção de um órgão ou ministério.

Assim, qualquer cargo pode ser extinto em ocasiões excepcionais, inclusive o que você ocupa. No entanto, estando ciente das mudanças que podem vir a acontecer, fica mais fácil se antecipar e não ser pego de surpresa. Você pode, por exemplo, começar a fazer cursos e se especializar para almejar outros cargos públicos ou, ainda, investir em uma carreira do mercado privado.

Abaixo, nós preparamos uma lista dos cargos que o governo pretende extinguir em um futuro próximo. Desse modo, você vai ficar ciente das movimentações que estão ocorrendo nesse sentido e vai poder se preparar, caso seja necessário, para buscar alternativas.

Quais cargos públicos serão extintos?

Cargos que se tornaram obsoletos

1. Datilógrafo

Para os mais novos, esse nome pode até soar estranho, mas a função do datilógrafo já foi uma das mais requeridas pelo serviço público. Esses profissionais utilizavam as máquinas de escrever que, hoje em dia, podem até ser vistas em museus. Atualmente, esse trabalho fica por conta dos digitadores.

Como hoje em dia todos os documentos são elaborados em computadores, e os que ficaram com o formato da máquina de escrever estão sendo digitalizados, não há mais necessidade desse profissional dentro da instituição pública.

2. Operador de computador

É o profissional apto a solucionar pequenos problemas que os computadores apresentam no dia a dia, como por exemplo instalar um software ou um hardware, realizar um backup, saber navegar na internet e utilizar softwares de escritório.

Não há mais a necessidade desse profissional no mercado, visto que as tecnologias têm se tornado cada vez mais intuitivas. Hoje se tornou muito fácil, por exemplo, comprar um equipamento e instalá-lo por conta própria, sem a necessidade de um especialista.

3. Radiotelegrafista

Profissional que opera em uma estação de rádio (e comunicações em geral) e que faz as informações trafegarem pelas vias de radiocomunicação, bastante utilizada, por exemplo, por pessoas que trabalhavam em ambientes mais isolados, como o mar.

4. Perfurador digitador

Era o profissional que ficava responsável por arquivar os documentos do órgão de forma adequada. Ele perfurava as folhas, verificava se estava tudo em ordem e garantia que tudo fosse arquivado da forma correta.

Cargos que foram terceirizados

Alguns cargos, como o de motorista, passaram a ser terceirizados, reduzindo os custos para a máquina pública. Veja outros dois cargos que serão extintos pelo mesmo motivo:

1. Técnico de secretariado

É como um secretário, e tem como principal obrigação organizar a rotina e o dia a dia de toda a diretoria de determinado setor. O técnico de secretariado dá todo o apoio à gestão administrativa da organização e participa também do arquivamento de documentos.

2. Agente de vigilância

O agente de vigilância, como o próprio nome já diz, tem como função principal fazer a guarda de determinado órgão ou setor, mantendo a segurança do local. Para concorrer ao cargo, hoje em dia, é necessário ter nível fundamental, e a remuneração média é de R$1.500.

Cargos que mudaram devido a alterações nos Planos de Carreira

Aqui temos, por exemplo, as funções de técnico de nutrição e técnico de colonização do Ministério do Meio Ambiente, que serão extintas para fazerem parte do plano de carreira específico da área. Há também uma outra função na mesma situação:

1. Médico alocado na gestão pública

O médico exerce a sua função, mas não trabalha em um hospital ou outro órgão relacionado à saúde. Ele pode exercer a profissão em um setor administrativo, por exemplo.

Por exemplo, em 2012 foi lançado um edital para vagas temporárias de médicos a serem alocados no Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo. Nesse caso e em outros semelhantes, o médico sai do plano de carreira da segurança pública (médico legista participa do plano de carreira dos policiais) e passa a fazer parte do plano de carreira oferecido pelo seu próprio conselho de classe, mas permanecesse como funcionários público, só não mais dentro da área de segurança pública, mas sim da saúde.

Cargos desnecessários devido à reorganização do Estado

1. Agente de inspeção de pesca

Segundo um decreto de 2002, o cargo de agente de inspeção de pesca foi transformado no cargo de técnico ambiental. Alguns órgãos ainda possuem esse tipo de função, mas, a partir do novo projeto de lei, não será mais possível.

2. Classificador de cacau

O classificador de cacau, como o próprio nome diz, é o responsável por selecionar as melhores frutas para venda e fabricação de alimentos. Normalmente, trabalha numa fábrica de alimentos de forma temporária, de acordo com a época de colheita.

3. Fiscal tributário do café

Aqui temos uma função que tinha como foco a fiscalização de toda a atividade produtiva e comércio do café no Brasil. O cargo foi criado pelo decreto que criou o já extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), decreto esse revogado por outro em 1991.

4. Fiscal tributário do açúcar e do álcool

Em 1933 foi criado no Brasil o Instituto do Açúcar e do Álcool, extinto pelo então presidente Fernando Collor em 1990. O fiscal tributário tinha como função orientar, controlar e fiscalizar a produção de açúcar e álcool no território brasileiro.

O futuro dos cargos públicos

Com o avanço da tecnologia, é inevitável que alguns cargos públicos deixem de existir com o passar do tempo. Trata-se, portanto, de um caminho natural. Além disso, com a Lei da Terceirização, alguns cargos podem não precisar mais de concursos públicos, mas sim de cursos específicos na área para que o funcionário tenha um contrato.

É o que pode acontecer, por exemplo, nos casos do técnico bancário. Os bancos podem deixar de fazer concurso e contratar terceirizados que sejam graduados em Economia.

Por isso, é importante estar sempre atento ao que se discute sobre o tema, evitando, assim, surpresas desagradáveis, além de aumentar a possibilidade de se antecipar e criar novas oportunidades de trabalho.

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